A vida vem em ondas, as marés sobem e descem... E assim a vida segue! Pelo menos a minha...
Como uma onda no mar...
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
DO MESMO SABOR
sábado, 25 de setembro de 2010
A SEGUNDA LEVA
Realiza a cena: mulher na casa dos 30, formada, empregada, salário muito bom, casa própria, carro na garagem, cachorro ou gato, bonita e... S O Z I N H A! O papo de mulher independente forjou uma mulher forte, culta, viajada, interessante, bonita de se olhar e boa de conversar. Contudo, essa mulher não encontra um parceiro legal (o que tá havendo com esse macharedo?). e olha que mulher (tá bem, nem todas) não dão bola pra estética, beleza realmente não é tudo no universo feminino (mas calma aí, há de se ter dente na boca... hehe). Alguns guris diriam que o atraente é o dinheiro. E como estão equivocados esses incautos rapazes. A guria da cena ali de cima ganha seu próprio sustento (mas é bom ninguém ficar disfarçando: todo mundo gosta de dinheiro para levar uma vida boa! O boa é que varia de vida para vida). A cena que descrevi, que na verdade nem bem é uma cena, é uma qualificação, não ocorre apenas com uma mulher, mas com varias. São médicas, advogadas, arquitetas, dentistas, juízas que não encontram um cara legal como companheiro. Elas tem mais de vinte, mas o corpo ainda tá com tudo em cima e a cabeça funcionando a mil (deixou de ser um aipim cozido, natural da tenra idade – rsrsrs) e não conseguem engrenar um relacionamento. É certo que boa parte delas já passaram por longos relacionamentos. Algumas casaram, outras noivaram (ai que roubada! Pra que serve o noivado em pleno século XXI?), mas quando voltam para o mercado não obtém sucesso em outro relacionamento duradouro. É assim, para relacionamentos eventuais, chove guri, mas e pra namorar? Parece que chega uma hora em que todos os gurizes interessantes estão comprometidos (noivos, namorando, casados). Outro dia, uma dessas gurias me disse que o que a gente acha que é qualidade, na verdade assusta! Acredita que o macharedo tem medo (do que será?). que os guris arrepiam quando sabem que a guria na frente deles é responsável pela UTI pediátrica de um grande hospital, ou que possui um enorme consultório odontológico em área nobre da cidade, ou que é advogada de grandes empresas, ou é que é juíza, procuradora, promotora. E aí, se afastam amedrontados. Poxa (eu adoro “poxa”, já notaram?), não nos disseram pra ter formação? Pra ter independência e ser independente? Mas confessem, ninguém pensou o efeito rebote. E hoje está sendo difícil para os guris lidarem com gurias com melhor formação, salários mais altos, que não dependem de um gajo para trocar uma lâmpada ou mesmo o pneu do carro. Se tudo isso assusta, incentivaram a carreira e acabaram com a família? Uma das teorias defendidas pelas gurias de 30 é que enquanto a galera estava ajeitando a sua vida sentimental, a mulher de 30 estava na especialização, no mestrado, no doutorado, na residência... e não pensem que não há diversão associada à uma boa formação! Não estamos falando de gurias nerds! Portanto, a conseqüência dessa opção é ter perdido a primeira leva de relacionamentos da idade adulta. Relacionamentos sérios. Conclusão: as gurias de 30 da cena ali de cima vão ter de esperar a segunda leva (os separados, os divorciados, os viúvos... ou até mesmo uma troca de namorada!) – o problema maior será se o escolhido ainda não tiver casado... o tempo de espera vai ser bem maior! :-D. Quando chegar a segunda leva, estejam atentas para não perder o segundo bonde e não esqueçam: independentemente de qualquer coisa, vocês moram com os pais, não estudam, fazem estágio no turno da tarde (pra poder dormir mais, afinal balada todo o dia cansa), só usam o cartão de crédito da mãe (porque vocês não tem conta em banco) e ainda não decidiram o que fazer da vida! Vai que assim a coisa vai?!!
MOAF - Movimento Odeio o Adesivo da Família
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
CHEF ARGOMIRO
Certa feita, em viagem por ilha paradisíaca, acompanhada de amigos especiais, visitei um restaurante francês (local insólito e pitoresco). Destaco que, obviamente, não foi na França! O proprietário nos recebeu na porta (do lado de fora!) e falando em francês. Tive a sensação de estar caindo no buraco da Alice. Eu já disse que era o único restaurante aberto numa noite de domingo? Pois, sim! Confesso que cozinho melhor e que o banheiro da minha casa é mais limpinho e ordenado (sem contar a vantagem que eu não cobro o jantar dos amigos!). Contudo, o mais incrível nem é isso, e sim a elevada auto-estima do Chef! O Chef se sentia Chef (deixou claro que não era um cozinheiro! E sei lá, talvez por isso ainda tenha que melhorar muito na cozinha hehe!). Falava em francês, em um francês tão fluente e correto gramaticalmente como o meu (ou seja, o cara não parlava niente!) e mesmo assim ataca os fregueses com a língua da grande Revolução. E “se acha” o cara... e como “se acha”! conheço umas das maiores Chefs do Brasil (essa sim premiada no mundo inteiro e que faz uma comida de comer rezando e agradecendo a Deus pelo privilégio) e sabe o que ela diz quando lhe perguntam a profissão? C O Z I N H E I R A! Aliás, seu jargão é: “quer ser cozinheiro?” meu irmão sempre diz: se a gente “não se acha”, ninguém “acha”. Claro que a auto-estima é importante! A gente fica seguro, tranqüilo, confiante quando está feliz consigo mesmo! É saudável, mas creio que a parceira da auto-estima deveria ser a auto-crítica! Que coisinha que anda faltando no mercado atualmente. Convivo com muita gente, de tudo quanto é idade, atividade, gênero ou religião e tenho observado que as pessoas internalizaram a importância da auto-estima, do amor próprio, da idéia de se valorizar (o que é excelente! Será que os psiquiatras estão atuando muito? hehe). Contudo, pra “se achar” tem que “se puxar” ou a coisa toda perde o sentido. Se não é lá muito bonito, desenvolva o charme, o bom papo; se não gosta de ler, sei lá, se especializa em música; se não gosta de esportes, estuda artes! Mas pelo amor do santo Cristo, se desenvolva, invista em si, você irá se tornar uma pessoa cada vez mais interessante e, assim, não só você mesmo vai “se achar”, mas vários outros irão “achar” você! Ah, quase ia esquecendo: se não sabe cozinhar... Não cozinhe! Pelo menos não cobrando! :-D
VOCÊ TRABALHA?
Outro dia, dia desses, assistindo um desses “enlatados” norte-americanos (ainda se fala desse jeito?) que eu adoro, ouvi uma personagem dizendo: nunca pensei que eu seria uma goodwife... A velha e conhecida caracterização da “Amélia”, aquela que era mulher de verdade! E comecei a refletir (filosofia de qualidade, ein?!) nos rumos que a vida leva. Pensando na fase das escolhas. O que eu quero ser? O que gosto de estudar? Que línguas vou dominar (pra essa última pergunta a resposta vem quase como uma oração: - senhor, faça com que a gente saiba, ao menos, o português!)? do passado olhando para o futuro, vejo que se sonhava várias coisas para o agora que vivemos, eu sonhava. Já havia determinado o marido, os filhos, a carreira. Era fácil, mas a vida surpreende! Em uma inversão cronológica saiu o marido (ou o que era mais próximo disso) e vieram os namorados, as paqueras, os filhos ainda não vieram e a carreira vai de vento em popa! E é exatamente quanto a isso que paira a minha vã filosofia. Sempre desejei ser professora (o histórico familiar foi um grande estímulo), mas nunca pensei que, dentre tudo que eu faço (que não é pouco), o magistério seria a atividade que mais me ocupa. A hora que se passa em sala de aula não é a medida para saber o quanto de tempo, estudo e dedicação se despende para a realização da atividade. Quanto tempo para elaborar uma boa aula? Umas quatro horas? Quanto tempo para elaborar uma boa prova? Umas duas horas? E quantas horas mais para a correção? E não se pode olvidar a tecnologia. Hoje temos que publicar notas na internet (portanto não basta corrigir as provas e devolve-las), fazer chamada on line (depois de já ter feito na modalidade presencial) e, de uma forma ou de outra, nunca sair da frente do aluno (afinal estamos sempre em contato: e-mail, MSN, moodle, facebook, Orkut e o que mais se inventar!) e temos que estar sempre à disposição. Isso é ruim? Não, claro que não, mas cansa. Pra ser professor tem que ter nascido com alma de RP! Com espírito de artista mambembe, daqueles que encaram qualquer tipo de palco e platéia. Gostar de conversar, de conhecer gente nova (e o mais legal, ter a chance de manter a alma sempre nova). Tenho grandes amigos que foram alunos (e, pra dizer a verdade, hoje a gente nem se lembra mais disso). Ocorre que, tudo isso envolve tempo e dedicação. Quase a totalidade dos professores universitários que conheço (ao menos os do Direito), trabalham três turnos direto (diariamente). Além do conhecimento, temos que usar, ainda, outro instrumento: a voz! Bah, pensem só, as vezes ministramos de 8h a 12h seguidas de aula (e ninguém nos ensinou a postar a voz, a poupar cordas vocais, como se faria com um ator de teatro, por exemplo). Haja gogó! Portanto, para cada uma hora de sala de aula, temos quatro horas de estudo (nossa razão é de 1h/4h, em média). Vejam só: para um professor que leciona 8h/aula em um dia, na realidade ele utilizou 32h de seu tempo. Claro, tudo isso sem contar as especializações, os 2 anos de mestrado e, ainda, os quatro anos de doutorado. Quase não existe mais professor, pelo menos no Direito, que não possua mestrado! Logo, todos são extremamente preparados, buscaram a qualificação para atuar no magistério superior (completamente fora de moda o professor contador de causos e sem nenhum conteúdo – esse modelo pode até ser divertido, engraçado, showman, mas não agrega em nada o conhecimento). E tudo bem, vá lá, é raro encontrar professor que não tenha outra atividade! Advogados, juízes, promotores, defensores, procuradores e por aí vai! Afinal, temos que preencher os três turnos de trabalho diário (quem foi o engraçadinho que defendeu essa história de emancipação feminina e me faz trabalhar 15 turnos por semana em 3 cidades diferentes? Brincadeirinha...). Mas poxa, magistério, assim como as outras profissões, exige preparação, muito estudo, dedicação e paixão. Então, só para registro, dá vontade de pular no pescoço quando me perguntam: tu trabalha ou só dá aula???
sábado, 10 de julho de 2010
JULIETA
Já foram ver Cartas para Julieta??? Imperdível! Filme de menina, é certo! Pero, muito divertido e a fotografia é linda!
Verona, Itália. Bela desculpa para ir em busca do amor verdadeiro! Que necessidade essa nossa de dividirmos (vejam o que eu disse da vida ser composta de compartilhamentos) com uma menina de 13 anos as nossas dores de amor, deixando cartas para Julieta, na esperança de um conselho... ou de um milagre! Nas rodas de gurias (solteiras, separadas, "em tempo" e similares e até com as casadas, namorando e juntadas) o papo é só em torno da excursão da galera para Verona! E de repente uma delas avisa que já foi... uma menos... mas alto lá: ela é casada! Hummm será que essa história toda faz sentido? Que não é lenda? Que a Julieta realmente dá uma mãozinha? hehe
Minha sábia avó (salve Ceminha!) sempre disse para termos cuidado com os desejos! Porque com fé... eles se realizam! Pensamento mágico ou otismo, não importa. O que importa é que não sei se quero pra mim um amor como o da Julieta. Pensa bem, muito lindo, muito romântico, mas... Os dois morrem no final e não aos 80 cheios de filhos e netos se derrubando da varanda aos gritos! Eles morrem antes dos 15 anos (tá certo... outros tempos!). O certo é que não quero famílias em guerra, quero sogros e sogras divertidos e rindo juntos; não quero espadas, veneno e sangue, quero vida longa, flores e lágrimas (de riso... tá bom de tristeza um pouquinho também, afinal faz parte da vida); não quero irmãos em guerra, quero cunhados como irmãos (e aí sim vale uma briguinha de quando em vez); não quero um amor relâmpago e intenso a ponto de morrer por isso; quero viver de amor todos dias, por muitos e muitos dias e depois morrer amando; não quero segregação, quero agregação. Será que a menina que morreu de amor aos 13 anos consegue me aconselhar? Quem sabe ela talvez seja ainda mais lúcida do que eu... e que pensamento mágico quem tem sou eu!
Verona, Itália. Bela desculpa para ir em busca do amor verdadeiro! Que necessidade essa nossa de dividirmos (vejam o que eu disse da vida ser composta de compartilhamentos) com uma menina de 13 anos as nossas dores de amor, deixando cartas para Julieta, na esperança de um conselho... ou de um milagre! Nas rodas de gurias (solteiras, separadas, "em tempo" e similares e até com as casadas, namorando e juntadas) o papo é só em torno da excursão da galera para Verona! E de repente uma delas avisa que já foi... uma menos... mas alto lá: ela é casada! Hummm será que essa história toda faz sentido? Que não é lenda? Que a Julieta realmente dá uma mãozinha? hehe
Minha sábia avó (salve Ceminha!) sempre disse para termos cuidado com os desejos! Porque com fé... eles se realizam! Pensamento mágico ou otismo, não importa. O que importa é que não sei se quero pra mim um amor como o da Julieta. Pensa bem, muito lindo, muito romântico, mas... Os dois morrem no final e não aos 80 cheios de filhos e netos se derrubando da varanda aos gritos! Eles morrem antes dos 15 anos (tá certo... outros tempos!). O certo é que não quero famílias em guerra, quero sogros e sogras divertidos e rindo juntos; não quero espadas, veneno e sangue, quero vida longa, flores e lágrimas (de riso... tá bom de tristeza um pouquinho também, afinal faz parte da vida); não quero irmãos em guerra, quero cunhados como irmãos (e aí sim vale uma briguinha de quando em vez); não quero um amor relâmpago e intenso a ponto de morrer por isso; quero viver de amor todos dias, por muitos e muitos dias e depois morrer amando; não quero segregação, quero agregação. Será que a menina que morreu de amor aos 13 anos consegue me aconselhar? Quem sabe ela talvez seja ainda mais lúcida do que eu... e que pensamento mágico quem tem sou eu!
IDENTIDADE
O que faz a gente dizer quem é? E não estou falando de um papo filosófico, astrológico ou esotérico. Quem ou que é capaz de asseverar quem é quem e determinar a nossa identidade? Sim, possuímos documentos de identificação (vários deles e cada um com o número diferente do outro) que são oriundos de diversos órgãos e instituições. Temos a certidão de nascimento (emanada de um cartório qualquer desse mundo que nos garante dizer que nascemos), temos a carteira de identidade (o que nos propicia um RG!), temos a carteira de motorista (para os felizes que usufruem do prazer que é dirigir e mesmo para aqueles que dirigem e não gostam), temos o CPF (número imprescindível, pois me parece que sem ele, mesmo tendo certidão de nascimento, não existimos), temos as identidades funcionais, temos o passaporte... E, se em algum momento, estivermos sem elas, sem esse monte de “issos”, quem sou? Quem somos? Será que me basto para me identificar? Sei que o tema não é inédito, anos atrás já se fez um filme em que a identidade da protagonista era roubada e toda a sua vida apagada dos bancos de dados oficiais (ela desparece, mesmo existindo – que paradoxo hein?). Uma crise provocada pela internet. Somos todos, afinal, números e siglas, talvez até sejamos uma seqüência binária (uma combinação específica de “zeros” e “uns”). O que me provoca à reflexão de que euzinha ao vivo e a cores dizendo que sou eu, não basta. Alguém deverá confirmar isso por mim, aí sim, vou estar livre para ser eu mesma, com todos os meus erros e acertos. Tive um experiência, no mínimo transcendental, recentemente. Eu tinha que comparecer em um local com uma identidade que contivesse um foto, RG e CPF, por uma razão inexplicável (talvez com uma sessão de terapia) eu esqueci minha bolsa em casa e cheguei ao local sem minha carteira e possuía, no ato, apenas a minha carteira de identidade funcional (diga-se de passagem de uma instituição de respeito, aliás eu estava dentro da própria instituição). A identidade funcional contém: foto, CPF, RG, data de nascimento e o nome (por óbvio), mas me disseram que não poderiam aceitar porque não era um documento oficial e porque a foto que nela contém é uma foto digitalizada. Ora, a foto do passaporte é digitalizada, a foto da carteira de motorista é digitalizada, a foto do RG é digitalizada, a foto da minha identidade profissional (do meu órgão de classe) é digitalizada, então qual o problema da foto da identidade funcional ser assim? Suponho que meu empregador não tenha dúvidas de que eu sou eu, mas a menina (treinada para isso, é claro) que me barrou disse que não poderia confirmar (mesmo tendo a foto e olha que a foto é recente) que eu, era eu! Saí do lugar frustrada e com crise de identidade (ou falta dela), voltei para casa correndo (quase voando), peguei todos os meus documentos com foto, RG e CPF e fiquei tranqüila. Ufa, me encontrei! Mas a vida tá sempre nos pregando peças... Eu que achava que tinha me encontrado tive minhas senhas de internet surrupiadas (como se faz isso hein?)... ou seja, aquelas coisas, espaços virtuais (que na real a gente nem sabe bem porque faz, porque usa...) tipo: Orkut, e-mail, MSN, facebook, blogs e tudo o mais. Com a minha senha entraram no meu e-mail, no perfil dos sites e assim por diante.Em contato com os administradores recebi a informação de que com o que EU estava informando, não era possível confirmar que EU era EU, logo não era possível redefinir senhas. Mas vejam só: ALGUÉM que NÃO SOU EU, confirmou que É e EU, que SOU EU, não consigo confirmar. O negócio é o seguinte: não adianta pegar todos os documentos para se encontrar é preciso que alguém confirme. Em resumo: estou perdida!
Assinar:
Postagens (Atom)
