Essa história (estória? Ainda existe isso?) que vou contar é marcante, emocionante, hilariante e mudou a minha vida, isso é fato. Hoje eu estava lendo um blog de uma amiga (http://www.pudimdeideias.wordpress.com/ – vale a pena, passe por lá!) e me deparei com um post que diz assim: “das coisas que eu não fui”. Simplesmente maravilhoso. Não vai ter uma viva (ou morta) alma (alma morre?) que não vá se identificar em algum momento. Tomei a liberdade de recortar esse trecho, pra vocês entenderem do que estou falando: “(...) voltando mais no tempo (e agora ao ‘plim’ da conversa do meu amigo, depois de passar por tudo isso em uma fração de segundo), me lembrei que: 1. com um ano e meio eu fiz a minha primeira leitura. Minha mãe olhava o guia e tinha uma propaganda de um banco sibisa (acho que era banco, não lembro, ha-ha-ha) e eu olhei pra ela, apontei o dedo e li: sibisa, sibisa, sibisa, tudo sibisa (a propaganda era, pelo que ela me explicou, um sibisa grande, cheios de mini sibisas atrás). Minha mãe conta isso até hoje com muito orgulho. 2. as duas professoras da pré-escola foram até a minha mãe pedir que eu fosse matriculada na turma delas. Minha mãe ficou se achando, mas depois eu cheguei a conclusão de que elas queriam era uma Maria pro presépio (e eu fui a Maria. Sim, eu tinha cabelo comprido). 3. eu fui a primeira a aprender a ler e escrever da minha turma. Não só a minha mãe conta isso, como a mãe da minha amiga também, que ficou impressionadíssima, que enquanto eu lia os outdoors e tudo que aparecia (típico de alfabetizando), a filha dela (minha melhor amiga) neeem se coçava… E por aí vai, né? Não vou ficar contando os detalhes… O que importa é que eu sempre fui ‘a’ promessa! E nunca deslanchei. Acho que dizer que eu nasci no mesmo dia do Rubinho Barrichello me ajuda muito nesse momento difícil. Sempre senti uma super conexão. (...) Fico pensando que eu sou aquelas manchetes do tipo: POR ONDE FOI PARAR MULAMBINHO GAÚCHO (aquele que em 96 era promessa e em 2010 tá trabalhando com reciclagem de latinha de alumínio)”. Vários pontos a comentar (inclusive o fato de que sim, essa minha amiga deslanchou, só não se deu conta ainda!) e é exatamente esse despertar que ocorre com a leitura que me fez lembrar o episódio das SALSICHAS (é o que eu chamo – e já patenteei a descoberta – de raciocínio Vandinha – que já é outra história). Pra se ter idéia de quanto é marcante e determinante (hoje tô trabalhada nos “-ante”) já contei esse episódio para mais de 1000 pessoas (frouxo frouxo) e contando por baixo! Mas, de qualquer forma, aí vai. Certa feita (adoro certa feita)... huumm não cabe “certa feita” (tsctsc). Era uma vez (sim, essa é boa, faz eu me sentir uma princesa – ok pensamento mágico) uma guria que foi estudar em um Colégio experimental (o que passa na cabeça dos pais de deixar pedagogos “experimentarem” com seus filhos? Ora, só também sendo pedagogo! haha) na primeira série do primeiro grau (nesse Colégio o nome era Alfa 1). Pois então, lá fui eu e mais sete vítimas para a primeira turma de Alfa 1 de um Colégio alterna... (pobre criançada! rsrs). Certa feita (agora sim!), as professoras resolveram aplicar vááááááriooooosssss testes de Q.I. na gurizada. Como eram somente oito crianças dava para testar de tudo! (minha pedagoga mãe até me disse, esses dias, o nome do teste e o seu inventor – dados que eu prontamente esqueci – vejam o trauma hehe). A experiência era a seguinte: a pesquisadora (ilustres professoras) colocavam em cima de uma mesa várias salsichas. Uma salsicha era comprida e magrinha, outra era pequena e gordinha, outra era intermediária e assim vai (pegaram o espírito da coisa né?) e chamavam cada sujeito de pesquisa (leia-se criança de primeira série de primeiro grau hehe) individualmente (com o devido cuidado de que uma criança não iria escutar a resposta da outra) e perguntavam ao pobre infante: as salsichas são iguais ou diferentes? Dos oito alunos da época, sete responderam que eram diferentes, afinal uma comprida e magrinha, a outra é baixinha e gordinha, a outra... Tudo diferente! Hoje, certamente, que eu também daria essa resposta, pois faz sentido, não faz? E aí chegou a minha vez (confesso que não sei se foi nessa ordem, mas que assim fica com mais impacto isso fica e como sou eu que estou contando, digo que foi assim, afinal a história é minha mesmo!) e me sentaram na frente da mesinha com as salsichas variadas e repetiram a pergunta: as salsichas são iguais ou diferentes? Eu, sem piscar os olhos, sem dúvida alguma, prontamente respondi: as salsichas são todas iguais. As professoras foram a loucuuuraaaa! Me deixaram na sala e correram para a sala da minha mãe (que ficava no mesmo prédio – coisas de economia de espaço no serviço público hehe) e chegaram todas muito animadas. Contaram, assim meio ofegantes (muita emoção), que eu tinha sido submetida ao teste X e que havia fornecido a resposta mais esperada. Eu respondi como uma criança genial, disseram que eu entrava na categoria de superdotados! Emocionadas e agitadas as professoras diziam que eu devia mudar de escola, que devia ir para um colégio especial, que meu Q.I. era excepcional! Minha mãe, muito calma e sempre muito centrada, tranqüilizou as professoras e disse o seguinte: - conheço minha filha, ela é muito inteligente, mas não é superdotada. Vocês ao aplicarem o teste e perguntarem sobre a diferença ou não entre as salsichas, perguntaram a razão da resposta? Perguntaram o por quê? Se não o fizeram, voltem e repitam o teste, mas no final, se a resposta se mantiver, perguntem o por quê. Dito e feito, as professoras desceram, repetiram o teste, eu decidida, mantive minha resposta e elas me perguntaram porque eu achava que elas eram iguais... E eu, do alto dos meus seis anos de sabedoria, respondi: porque todas são Endler! É meu dever explicar que Endler é uma famosa marca de salsichas e eu adorava ir ao super fazer compras com meus pais... Sei lá, obviamente, nem deve ter passado pelo meu brilhante cérebro que as salsichas tinha formas diferentes, mas tinham o mesmo volume, mas, poxa, vai dizer que não foi genial ter me dado conta da existência de marcas nos produtos em uma época de marketing não agressivo? Pois bem, depois que decretaram que eu não era um gênio (fato que até hoje eu, veementemente, discordo! hehe) vieram as seqüelas... E a mais forte delas (não não é nenhuma conectada a complexo de inferioridade!) é a sequela que não admite que ninguém, mas ninguém mesmo, me dê uma resposta, me diga alguma coisa, sem me explicar o porque, tintin por tintin! Mas lá se foi minha carreira no ITA ou na NASA...
A vida vem em ondas, as marés sobem e descem... E assim a vida segue! Pelo menos a minha...
Como uma onda no mar...
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
PRODUÇÃO EM SÉRIE
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
QUE VENHA 2011
Que tempo é esse? É tempo que corre. É tempo que voa. É tempo de não ter tempo. É tempo de fazer e de esquecer. É tempo de andar. É tempo de exercitar. É tempo de trabalhar e de descansar. É tempo de ver amigos. É tempo de ouvir amigos. É tempo de família. É tempo de ficar perto. É tempo de estar longe. É tempo de ligar. É tempo de torpedo. É tempo de twitter e de facebook. Não é mais tempo de Orkut. É tempo de fazer. É tempo de esquecer. É tempo de esperar. É tempo de dizer. É tempo de estudar. É tempo de ler. É não ter tempo para escrever. É tempo de se perder, mas também é tempo de se encontrar. É tempo de refletir, mas também é tempo de renovar. É tempo de introspecção, mas também é tempo de programação. É tempo de avaliação, mas também é tempo de construção. É tempo de viver. Seja no tempo que for.
Que esse 2011 comece bem feliz. Que seja tempo de paz. Que seja tempo de amor. Que seja sério, mas que tenha tempo para rir. Que seja tempo de trabalho, mas que também seja tempo de curtir. Que seja tempo de ação, mas que também seja tempo de descontração. Que em 2011 seja tempo de realização de sonhos, mas que não seja tempo de realizá-los todos, pois 2012 está logo ali na esquina.
Assim me despeço de 2010. Me despeço no espírito do evento do ano!
Quando acordar de manhã, pense you are a good soldier, choosing your battles! Então pick yourself up, dust yourself off and back in the saddle! E se no caminho ficar dificil the pressure’s on and you feel it, but you got it all, believe it! E não tenha dúvida when you fall get up, if you fall get up! Today is your day, today is our day, I feel it! You paved the way, believe it!
Acredite em 2011!
Acredite em você!
Acredite que essa é a hora, que esse é o ano!
E força!
This time for Africa... ooooops (rsrs) This time for you, this time for everyone!
!Grande beijo e até 2011
Que esse 2011 comece bem feliz. Que seja tempo de paz. Que seja tempo de amor. Que seja sério, mas que tenha tempo para rir. Que seja tempo de trabalho, mas que também seja tempo de curtir. Que seja tempo de ação, mas que também seja tempo de descontração. Que em 2011 seja tempo de realização de sonhos, mas que não seja tempo de realizá-los todos, pois 2012 está logo ali na esquina.
Assim me despeço de 2010. Me despeço no espírito do evento do ano!
Quando acordar de manhã, pense you are a good soldier, choosing your battles! Então pick yourself up, dust yourself off and back in the saddle! E se no caminho ficar dificil the pressure’s on and you feel it, but you got it all, believe it! E não tenha dúvida when you fall get up, if you fall get up! Today is your day, today is our day, I feel it! You paved the way, believe it!
Acredite em 2011!
Acredite em você!
Acredite que essa é a hora, que esse é o ano!
E força!
This time for Africa... ooooops (rsrs) This time for you, this time for everyone!
!Grande beijo e até 2011
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
DO MESMO SABOR
sábado, 25 de setembro de 2010
A SEGUNDA LEVA
Realiza a cena: mulher na casa dos 30, formada, empregada, salário muito bom, casa própria, carro na garagem, cachorro ou gato, bonita e... S O Z I N H A! O papo de mulher independente forjou uma mulher forte, culta, viajada, interessante, bonita de se olhar e boa de conversar. Contudo, essa mulher não encontra um parceiro legal (o que tá havendo com esse macharedo?). e olha que mulher (tá bem, nem todas) não dão bola pra estética, beleza realmente não é tudo no universo feminino (mas calma aí, há de se ter dente na boca... hehe). Alguns guris diriam que o atraente é o dinheiro. E como estão equivocados esses incautos rapazes. A guria da cena ali de cima ganha seu próprio sustento (mas é bom ninguém ficar disfarçando: todo mundo gosta de dinheiro para levar uma vida boa! O boa é que varia de vida para vida). A cena que descrevi, que na verdade nem bem é uma cena, é uma qualificação, não ocorre apenas com uma mulher, mas com varias. São médicas, advogadas, arquitetas, dentistas, juízas que não encontram um cara legal como companheiro. Elas tem mais de vinte, mas o corpo ainda tá com tudo em cima e a cabeça funcionando a mil (deixou de ser um aipim cozido, natural da tenra idade – rsrsrs) e não conseguem engrenar um relacionamento. É certo que boa parte delas já passaram por longos relacionamentos. Algumas casaram, outras noivaram (ai que roubada! Pra que serve o noivado em pleno século XXI?), mas quando voltam para o mercado não obtém sucesso em outro relacionamento duradouro. É assim, para relacionamentos eventuais, chove guri, mas e pra namorar? Parece que chega uma hora em que todos os gurizes interessantes estão comprometidos (noivos, namorando, casados). Outro dia, uma dessas gurias me disse que o que a gente acha que é qualidade, na verdade assusta! Acredita que o macharedo tem medo (do que será?). que os guris arrepiam quando sabem que a guria na frente deles é responsável pela UTI pediátrica de um grande hospital, ou que possui um enorme consultório odontológico em área nobre da cidade, ou que é advogada de grandes empresas, ou é que é juíza, procuradora, promotora. E aí, se afastam amedrontados. Poxa (eu adoro “poxa”, já notaram?), não nos disseram pra ter formação? Pra ter independência e ser independente? Mas confessem, ninguém pensou o efeito rebote. E hoje está sendo difícil para os guris lidarem com gurias com melhor formação, salários mais altos, que não dependem de um gajo para trocar uma lâmpada ou mesmo o pneu do carro. Se tudo isso assusta, incentivaram a carreira e acabaram com a família? Uma das teorias defendidas pelas gurias de 30 é que enquanto a galera estava ajeitando a sua vida sentimental, a mulher de 30 estava na especialização, no mestrado, no doutorado, na residência... e não pensem que não há diversão associada à uma boa formação! Não estamos falando de gurias nerds! Portanto, a conseqüência dessa opção é ter perdido a primeira leva de relacionamentos da idade adulta. Relacionamentos sérios. Conclusão: as gurias de 30 da cena ali de cima vão ter de esperar a segunda leva (os separados, os divorciados, os viúvos... ou até mesmo uma troca de namorada!) – o problema maior será se o escolhido ainda não tiver casado... o tempo de espera vai ser bem maior! :-D. Quando chegar a segunda leva, estejam atentas para não perder o segundo bonde e não esqueçam: independentemente de qualquer coisa, vocês moram com os pais, não estudam, fazem estágio no turno da tarde (pra poder dormir mais, afinal balada todo o dia cansa), só usam o cartão de crédito da mãe (porque vocês não tem conta em banco) e ainda não decidiram o que fazer da vida! Vai que assim a coisa vai?!!
MOAF - Movimento Odeio o Adesivo da Família
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
CHEF ARGOMIRO
Certa feita, em viagem por ilha paradisíaca, acompanhada de amigos especiais, visitei um restaurante francês (local insólito e pitoresco). Destaco que, obviamente, não foi na França! O proprietário nos recebeu na porta (do lado de fora!) e falando em francês. Tive a sensação de estar caindo no buraco da Alice. Eu já disse que era o único restaurante aberto numa noite de domingo? Pois, sim! Confesso que cozinho melhor e que o banheiro da minha casa é mais limpinho e ordenado (sem contar a vantagem que eu não cobro o jantar dos amigos!). Contudo, o mais incrível nem é isso, e sim a elevada auto-estima do Chef! O Chef se sentia Chef (deixou claro que não era um cozinheiro! E sei lá, talvez por isso ainda tenha que melhorar muito na cozinha hehe!). Falava em francês, em um francês tão fluente e correto gramaticalmente como o meu (ou seja, o cara não parlava niente!) e mesmo assim ataca os fregueses com a língua da grande Revolução. E “se acha” o cara... e como “se acha”! conheço umas das maiores Chefs do Brasil (essa sim premiada no mundo inteiro e que faz uma comida de comer rezando e agradecendo a Deus pelo privilégio) e sabe o que ela diz quando lhe perguntam a profissão? C O Z I N H E I R A! Aliás, seu jargão é: “quer ser cozinheiro?” meu irmão sempre diz: se a gente “não se acha”, ninguém “acha”. Claro que a auto-estima é importante! A gente fica seguro, tranqüilo, confiante quando está feliz consigo mesmo! É saudável, mas creio que a parceira da auto-estima deveria ser a auto-crítica! Que coisinha que anda faltando no mercado atualmente. Convivo com muita gente, de tudo quanto é idade, atividade, gênero ou religião e tenho observado que as pessoas internalizaram a importância da auto-estima, do amor próprio, da idéia de se valorizar (o que é excelente! Será que os psiquiatras estão atuando muito? hehe). Contudo, pra “se achar” tem que “se puxar” ou a coisa toda perde o sentido. Se não é lá muito bonito, desenvolva o charme, o bom papo; se não gosta de ler, sei lá, se especializa em música; se não gosta de esportes, estuda artes! Mas pelo amor do santo Cristo, se desenvolva, invista em si, você irá se tornar uma pessoa cada vez mais interessante e, assim, não só você mesmo vai “se achar”, mas vários outros irão “achar” você! Ah, quase ia esquecendo: se não sabe cozinhar... Não cozinhe! Pelo menos não cobrando! :-D
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